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Cultivando vida, desarmando violências

Cultivando vida, desarmando violências é um estudo que tem o objetivo ampliar a visibilidade social de experiências no trabalho com jovens - particularmente aqueles em situação de pobreza - no campo da arte, cultura, cidadania e esporte.

Foi realizado em dez Estados - Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo, principalmente nas regiões metropolitanas e capitais - e resultou em um banco de dados com mais de 300 ações e projetos voltadas para jovens, dos quais 30 foram analisados em profundidade no livro.

Nesse sentido, pode-se dizer que esta é uma pesquisa que tem a intenção de contribuir para a difusão de uma nova perspectiva sobre exclusão social e sobre vulnerabilidades, bem como para a modelagem de políticas públicas, enfatizando-se a participação do jovem como produtor e como consumidor cultural.

Um dos principais achados do estudo é que a arte, o esporte, a educação e a cultura são elementos estratégicos de combate à violência, assim como se constituem em incentivos para que os jovens se mantenham afastados de situações de perigo - sem negar, contudo, os sentimentos de afirmação positiva de suas identidades.

O estudo enfoca o cotidiano de jovens que vivem em bairros populares, revelando as restrições de acesso a lazer, esporte e cultura a que estão submetidos. Apesar disso, a pesquisa indica que, ao mesmo tempo em que os jovens de camadas populares têm acesso limitado aos bens culturais, eles detêm modos alternativos de expressão, inclusive em oposição à violência. O rap, por exemplo, aparece, simultaneamente, como canal de expressão da revolta e da identidade social juvenil.

Registram-se na pesquisa, distintos testemunhos de jovens que se afastaram do consumo de drogas e da violência, por se darem conta, com a colaboração dos educadores dos projetos dos quais participam, que há uma incompatibilidade entre o consumo de drogas e a dedicação às atividades artísticas, por exemplo. Cultivam-se nas experiências, mudanças de mentalidade, auto-estima e valores éticos, sem camuflar a realidade em que vivem.

Ressalta-se em várias partes desse estudo, que um dos temas que se voltam para a educação e cidadania é o reconhecimento, por parte dos jovens, de que são sujeitos de direitos. Eles também se percebam também como sujeitos que podem produzir atividades culturais, abrindo mentalidades para valores positivos e para a vida.

Esta obra impressa se encontra esgotada na Representação da UNESCO no Brasil. Como a mesma foi largamente distribuída em variadas localidades brasileiras, para universidades federais, bibliotecas públicas e universitárias e várias entidades governamentais federais, estaduais e municipais, sugerimos que se dirija a alguma destas instituições para poder ter acesso a esta publicação. Mas a publicação se encontra disponível em pdf para donwload gratuito:

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