UNESCO lança pesquisa inédita sobre escravidão
Estudo faz comparação entre ocorrências históricas e contemporâneas
Paris, 9/12/2008 – A escravidão pode ter sido legalmente abolida em todo o mundo, mas permanece um componente largamente e profundamente enraizado na vida contemporânea, conclui um inédito estudo comparativo dos sistemas históricos de escravidão e das formas modernas de servidão humana, publicada pela UNESCO na última sexta-feira, 5.
Denominada “Negócio não concluído”, a pesquisa foi comissionada pelo projeto Rota Escrava, da UNESCO, e elaborada por Joel Quirk, do Instituto Wilberforce para o Estudo da Escravidão e da Emancipação (WISE, UK). O documento objetiva fornecer a base de um diálogo sobre as formas de tratamento da escravidão contemporânea, incluindo o tráfico humano, a servidão sexual e o trabalho de crianças, e o duradouro legado dos sistemas históricos de escravidão.
A publicação é dividida em cinco capítulos: a escravidão em todas as suas modalidades; dados sobre a dimensão da escravidão, comércio de escravos e outras formas de servidão humana; diferenças e similaridades entre práticas históricas e contemporâneas com a identificação, via estudos de casos nos Estados Unidos, Santo Domingo/Haiti, Grã-Bretanha e Portugal, dos principais caminhos por meio dos quais a abolição da escravidão historicamente ocorreu; e, por meio de outros estudos de casos, as limitações-chave da abolição legal da escravidão.
A conclusão do estudo enumera uma série de estratégias gerais e recomendações para abordagem de problemas contemporâneos baseadas em fatores como educação, informação e sensibilização, reformas legais e libertação, reabilitação e restituição. O lançamento da pesquisa de 139 páginas coincide com o Festival Internacional de Filme contra Exclusão e pela Tolerância, sediado na UNESCO até o próximo dia 13. Para conhecer a íntegra do estudo, clique aqui.

