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Matsuura pede investigação sobre mortes de jornalistas

Assassinatos na Russia e Venezuela significam duro golpe nos direitos humanos, declara Diretor-Geral

Paris, 26/1/2009 – O Diretor-Geral da UNESCO, Koïchiro Matsuura, condenou hoje o assassinato do jornalista venezuelano Orel Sambrano, dos jornalistas russos Anastasia Baburova e Shafiq Amrakhov e do advogado defensor dos direitos humanos na Rússia, Stanislav Markelov. Matsuura pediu que os crimes sejam investigados.

“Essas mortes representam um duro golpe no direito à liberdade de expressão e em todos os demais direitos humanos, essenciais para a manutenção da boa governança e do estado de direito. Eu confio que investigações completas sejam conduzidas para o esclarecimento desses crimes”, disse o Diretor-Geral.

Anastasia Baburova foi baleada na cabeça no dia 19 de janeiro enquanto conversava com o ativista e advogado defensor dos direitos humanos Stanislav Markelov fora de uma estação de metrô de Moscou. Acredita-se que Markelov, que acabara de dar uma entrevista, tenha sido o real alvo do atentado que também o vitimou. Baburova trabalhava para o Novaya Gazeta, mesmo jornal em que atuava Anna Politkovskaya, jornalista investigativa assassinada em 2006 e vencedora do Prêmio Liberdade de Imprensa da UNESCO em 2007.

Shafiq Amrakhov, dono e editor da agência regional de notícias online RIA51, especializada na cobertura política e econômica, morreu em um hospital de Murmansk seis dias depois de ser baleado na cabeça no edifício em que morava. O venezuelano Orel Sambrano era editor da revista semanal ABC, em Valencia, estado de Carabobo. Era, também, vice-presidente da Radio América 890 AM e colunista do diário regional Notitarde. Ameaçado por conta de coberturas sobre o tráfico de drogas, o jornalista foi baleado quando saía de seu carro, na cidade de Valencia. Mais

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