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Matsuura condena ataques israelenses contra escolas em Gaza

Para Diretor Geral da UNESCO, escolas devem ser zonas de paz e de segurança

Paris, 9/1/2008 – O Diretor Geral da UNESCO, Koichiro Matsuura, e a representante especial do Secretário Geral da ONU para Crianças e Conflitos Armados, Radhika Coomaraswamy, expressaram grande preocupação com os recentes ataques contra escolas e outras instalações sob responsabilidade da Agência das Nações Unidas para Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA). As instalações foram criadas pelas Nações Unidas como lugares de refúgio para civis contra a violência em Gaza.

A declaração foi feita em resposta ao bombardeio efetuado pelo exército israelense em três escolas mantidas pela UNRWA. Os ataques, especialmente o terceiro deles, matou e feriu civis, entre eles crianças. “Esses ataques são profundamente alarmantes. Escolas não devem ser envolvidas de forma alguma em conflitos militares”, disse Matsuura. “As escolas devem continuar sendo, em todas as circunstâncias, zonas de paz e de segurança.”

“Todas as partes devem negociar um cessar fogo para o bem das crianças e da população civil, que sofre o pior do conflito”, defendeu Coomaraswamy. A representante reiterou o pedido para que o Hamas interrompa o lançamento indiscriminado de foguetes. Pediu, também, que o governo de Israel tome as medidas necessárias para evitar vítimas civis e investigue os ataques de seu exército contra escolas.

As declarações de Matsuura e de Coomaraswamy seguem o mesmo teor do pronunciamento do Secretario Geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, divulgado no último dia 6: “Os ataques das forças militares israelenses que colocam em perigo instalações das Nações Unidas que servem como refúgio são totalmente inaceitáveis e não devem se repetir. Também inaceitáveis são as ações empreendidas por militantes de Hamas que colocam em perigo a população civil da Palestina”. Nessa quinta-feira, 8, Ban Ki-Moon condenou o ataque israelense que atingiu um comboio das Nações Unidas que levava ajuda humanitária a Gaza e que resultou na morte de dois motoristas contratados pela UNRWA. Mais

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