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Encontro em SP discute violência contra as mulheres

Simpósio internacional inclui debate sobre tráfico humano e exploração sexual

Brasília, 2/1/2009 – Acontece esta semana, na Casa do Professor, em São Paulo, o Simpósio Internacional Não à Violência contra a Mulher. Iniciativa da Federação Democrática Internacional de Mulheres, o evento, que será encerrado nesta quarta-feira, 4, discute formas de combate ao tráfico internacional e à exploração sexual de mulheres e crianças, além de alternativas para enfrentamento da violência doméstica e prevenção da aids nos países de língua portuguesa.

A Representante do UNFPA no Brasil, Alanna Armitage, presente no evento, ressaltou desafios e oportunidades para uma mobilização global contra a violência de gênero e para a prevenção do HIV entre as mulheres. “Apesar do fato de que muitos países têm, hoje, leis em temas como violência doméstica, tráfico e exploração sexual de mulheres e igualdade no casamento, as estratégias e recursos para a implementação dessas leis são insuficientes”, afirmou.
 
Segundo Armitage, um sério desafio se refere à falta de investimento em programas que funcionem para mulheres. “O acesso universal para mulheres à prevenção do HIV, por exemplo, só vai acontecer se existirem programas que abordem a vida real da maioria das mulheres. Do mesmo modo, os preservativos femininos ainda não estão disponíveis em larga escala.” Ela explicou que outro grande desafio se refere à falta de participação das mulheres, inclusive as portadoras do HIV, em processos de decisão.
 
Armitage ressaltou que existe um movimento mundial para acabar com a violência contra mulheres e enfrentar a aids. “Todos os setores participam dessa mobilização – governo, sociedade civil e agências das Nações Unidas. É importante que essa agenda seja assumida em cada país por meio de programas fortes e focalizados para enfrentar a violência, a exploração sexual de mulheres, e a feminização da epidemia de AIDS.”
 
O evento conta com a participação de representantes da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, do Ministério da Saúde, do Ministério das Relações Exteriores e da Comissão dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), além de autoridades políticas e representantes da sociedade civil de vários países. (Fonte: UNFPA) Mais

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