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Encontro discute fluxos financeiros contra mudanças climáticas

Especialistas debatem no Rio desafios e oportunidades de financiamento para a América Latina

Rio de Janeiro, 20/10/2009 – A América Latina precisa de capacidades fortalecidas para lidar com novos acordos para as mudanças climáticas, especialmente mecanismos financeiros para a redução dos impactos causados pelas mudanças climáticas (adaptação) e das emissões de gases de efeito estufa (mitigação). Esta foi uma das conclusões do encontro "Financiamento de Medidas contra Mudanças Climáticas e Planejamento de Desenvolvimento Nacional a Longo Prazo na Região Ibero-Americana", realizado no Rio ontem e hoje. O debate estudou opções para integrar o financiamento ligado às mudanças climáticas no planejamento de politicas de desenvolvimento de longo prazo.

Mais de 60 autoridades governamentais da America Latina, além de representantes do setor privado e organizações internacionais, discutiram no encontro, organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), os principais desafios relacionados aos fluxos financeiros e investimentos para enfrentar  mudanças climáticas nos âmbitos nacional e regional.

“As mudanças climáticas são o maior desafio ao desenvolvimento humano do seculo 21,” disse Veerle Vandeweerd, diretora da Unidade de Meio Ambiente e Energia do PNUD. “Se não soubermos enfrentar esse desafio adequadamente, não vamos conseguir reduzir a pobreza mundial.”

O coordenador da Unidade de Energia Sustentável e Mudanças Climáticas do BID, Juan Pablo Bonilla, defendeu que os países latinos discutam a natureza dos instrumentos e barreiras financeiras para que possam orientar os investimentos públicos e privados. “Os ministros da fazenda, do desenvolvimento e do meio ambiente têm um papel crucial: eles precisarão criar estruturas pragmáticas e abrangentes para catalisar os investimentos para enfrentar as mudanças climáticas com recursos provenientes de mecanismos financeiros internacionais, bem como reforçar o planejamento orçamentário nacional.”

Também presentes ao evento, a Comissão Econômica para a América Latina e para o Caribe (CEPAL) e o Banco Mundial apresentaram diversas iniciativas resultantes de fundos para as mudanças climáticas. O encontro também discutiu o impacto das negociações atuais da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) no financiamento de medidas contra mudanças climáticas na região. Mais (Fonte: PNUD/BID)

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