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Ataques na República Democrática do Congo preocupam ACNUR

Onda de violência ocorre principalmente na Província Oriental

Brasília, 15/1/2009 – O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) anunciou que está cada vez mais preocupado com a situação humanitária e com os contínuos ataques do grupo rebelde de Uganda, o Exército de Resistência do Senhor (LRA, na sigla em inglês), à população civil da República Democrática do Congo.

A onda de violência ocorre principalmente na Província Oriental e, de acordo com uma equipe do ACNUR na região central de Dungu, cerca de 537 pessoas foram mortas na província, que faz fronteira com Uganda e com o sul do Sudão. Outras 408 foram sequestradas pelo grupo LRA desde que a violência aumentou em setembro do ano passado, incluindo vítimas raptadas em ataques durante os últimos quatro dias.

“A estimativa do número de deslocados nesta parte da RDC passa agora das 104 mil pessoas. Muitos delas continuam escondidas em arbustos, especialmente em áreas ao redor da cidade de Faradje, que foi pesadamente atacada durante o período de Natal”, explicou Ron Redmond, porta-voz do ACNUR. Cerca de 37 mil pessoas já fugiram de Faradje, das quais 16 mil foram registradas em Tadu e nas vilas da região sul da cidade, e mais de 10 mil delas são crianças.
Na área de Dungu, que foi atacada pelo LRA em setembro do ano passado, a equipe da Cruz Vermelha local completou o registro dos deslocados na cidade e em mais 27 vilas próximas. “Dos 54 mil deslocados internos registrados, mais de 27 mil são mulheres e cerca de 15 mil crianças com menos de 5 anos de idade”, afirmou Redmond. (Fonte: ACNUR)

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