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Educação para saúde é função de todos, diz pesquisa

06/02/2007

Brasília - Foram apresentados hoje (06/02/2007), em Brasília, os resultados da pesquisa "Saúde e Prevenção: cenários para a cultura de prevenção nas escolas", realizada pela UNESCO no Brasil, contendo uma avaliação da implementação do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas, uma iniciativa dos Ministérios da Saúde e da Educação, com o apoio da UNESCO no Brasil e do UNICEF no Brasil.

Para o ministro da Saúde, Agenor Álvares, o Brasil só avançará em educação e em saúde se tiver a coragem de levar temas referentes à sexualidade dos jovens para o debate nas escolas. "É preciso desmistificar esses temas junto a um público tão vulnerável hoje em dia como os jovens ouvidos pela pesquisa, de 13 a 24 anos. A política pública não pode ser omissa", disse ele, ressaltando que a pesquisa traz um aspecto muito importante que é a complementariedade de ações entre a educação e a saúde.

A intersetorialidade de ações também foi um aspecto destacado por Ricardo Henriques, secretário de Educação, Alfabetização e Diversidade do MEC, que no evento substitui o ministro da Educação. "Promover atividades entre as áreas é vital para repensarmos escola e a educação no País, valorizando o protagonismo juvenil e envolvendo não somente os parceiros, mas as entidades da sociedade civil. Essa ação intersetorial é estratégica para enfrentar o assunto", disse ele. "Somente conhecendo a informação científica poderemos atuar na prevenção de maneira mais transparente, mais crítica, e avançar fortemente na direção de uma educação de qualidade e de um País mais democrático e mais justo".

Para o Representante da UNESCO no Brasil, Vincent Defourny, um dos dados importantes da pesquisa é o fato de que "mais de 60% dos estudantes e 85% dos professores disseram que a educação para a saúde é função de todos, inclusive da escola". Além disso, a pesquisa mostra que os pais dos alunos, quando informados sobre as atividades do projeto e sobre a realidade epidemiológica do HIV/Aids, tendem a aceitar a disponibilização do preservativo na escola como uma das ações de prevenção.

Além das autoridades presentes à apresentação, o jovem Fernando Alves, da ong Educando para a Vida, que é parceira nas atividades nas escolas, também deu o seu depoimento destacando a importância do projeto e do protagonismo juvenil para tratar de assuntos ligados à sexualidade juvenil.

Leia mais sobre os resultados da pesquisa.

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