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Seminário apresenta estudo sobre educação e redução de danos

Brasília, 10/12/2008 - No Seminário sobre Educação e Redução de Danos: Um caminho para a inclusão social, realizado nesta terça-feira (09/12) no Palácio do Planalto, foram apresentados os resultados de um estudo que revela como algumas instituições brasileiras  realizam ações de educação para a redução das vulnerabilidades ao uso de drogas no país. O estudo, financiado pela Comissão Européia, e o seminário foram realizados em parceria entre a UNESCO e a Secretaria Nacional Anti-Drogas da Presidência da República –SENAD, Ministério da Saúde e a Agência da ONU sobre Drogas e Crimes- UNODC.

O Seminário contou com a presença do Representante da UNESCO no Brasil, Vincent Defourny, do Secretário Nacional de Políticas sobre Drogas, Paulo Roberto Uchoa, do Representante do UNODC no Brasil, Giovanni Quaglia, dentre outras autoridades. O coordenador do Setor de Ciências a Serviço da Educação Profissional da UNESCO em Paris, Mehboob Dada, também apresentou programa da UNESCO na área de educação para redução de danos, bem como resultados de estudo similar em outros países.

No levantamento realizado no Brasil foram entrevistadas 85 instituições entre ONGs e OGs que responderam sobre sua atuação na área de educação e redução de danos. Durante o seminário sete experiências foram apresentadas por instituições convidadas. O estudo, a descrição das experiências, bem como as recomendações que resultarão do seminário, comporão uma publicação que deverá ser lançada no início do próximo ano pela UNESCO e parceiros.

 Principais resultados do estudo no Brasil:

 21% das instituições atuam de 1 a 4 anos, 35% atuam de 5 a 10 anos, 27,5% atuam de 10 a 15 anos e as demais atuam há mais de 15 anos.

·        As instituições localizam-se em sua maioria na região Sudeste, seguidas pelas regiões Sul e Centro Oeste.

·  A maioria das instituições que responderam ao questionário eram não governamentais (78,75%);

·  Dentro dos tipos de atendimento e serviços prestados as organizações não governamentais desenvolvem mais ações em apoio direto às pessoas, informações e mobilização comunitária. As organizações governamentais e não governamentais apontaram como atendimento majoritário a atenção à comunidade, mulheres e usuários de drogas;

·  Entre os materiais utilizados pelas instituções, o material mais utilizado independentemente do tipo de organização são as cartilhas; As instituições relataram que também desenvolvem materiais pedagógicos próprios como folders, cartilhas e banners;

·  Das atividades educativas relatadas destacam-se as oficinas de desenvolvimento de competências e lideranças para organizações governamentais e não governamentais e atividades de alfabetização e articulação com as escolas pelas não governamentais

• Os dados apontaram uma predominância na realização de atividades educativas pelas organizações não governamentais em comparação com as governamentais. Dentre as atividades educativas desenvolvidas pelas organizações não governamentais destacam-se a alfabetização, reforço escolar, identificação de talentos, aula de línguas, incentivo de bolsa para universidade, oficinas de geração de renda, discussão de temas da atualidade, educação para o trabalho, possibilidade de estágios pagos e treinamento em áreas de interesse;

• As organizações governamentais desenvolvem atividades de profissionalização, apoio na busca de emprego, e na inserção no mercado de trabalho

• Dentre as atividades desenvolvidas pelas organizações não governamentais destacam-se o auxilio à documentação, apoio a busca de emprego, apoio a desenvolvimento e geração de renda

·  De acordo com as respondentes as atividades educativas realizadas promovem o desenvolvimento de habilidades. Neste item as organizações não governamentais destacaram-se pelo desenvolvimento de habilidades de autonomia, confiança, respeito e solidariedade. Nas organizações governamentais os destaques foram para atividades promotoras de auto-conhecimento, concentração, criatividade, entusiasmo e paciência.

·  Dentre as ações de redução de danos realizadas pelas organizações governamentais destacam-se: informação sobre uso seguro, encaminhamento para Unidades Básicas de Saúde e encaminhamento social. No caso das instituições não governamentais, ressaltam-se a ação de informação sobre sexo seguro, ações de informação sobre uso seguro de drogas e encaminhamentos para o SUS;

·        As organizações governamentais e não governamentais relataram uso de recursos de arte nas suas atividades. As organizações  governamentais desenvolvem principalmente ações de dança e teatro, enquanto as organizações não governamentais desenvolvem ações de teatro, desenho e música.

·  Quanto às atividades relacionadas à defesa destacam-se aquelas de apoio a atividades de processos de direitos humanos vinculados à questão do uso da droga;

·  Sobre o item da educação no contexto de vulnerabilidade e uso de drogas, as organizações governamentais priorizam a diversidade e o empreendedorismo. As organizações não governamentais expressam o tema de drogas, adolescência e sexualidade;

·  As instituições registraram que atuam em projetos pilotos para transformá-los em política pública. Os projetos podem vir a se tornar uma política pública ou as instituições atuam no desenvolvimento de políticas públicas já desenhadas

·  As propostas futuras a nível governamental visam estimular os direitos humanos, transparência das informações e promover a educação par a par entre os usuários de droga e/ou pessoas portadoras do vírus HIV, HBV, HCV, TBC;

·  No caso das organizações não governamentais as propostas futuras baseiam fundamentalmente em: estimular os direitos humanos e transparência das informações.

 

Informações:

UNESCO no Brasil

Ana Lúcia Guimarães e Isabel de Paula

Fones (61) 2106 3536/99663287 (Ana) e (61) 2106 3538/99626408 (Isabel)

E-mail: ana.guimaraes@unesco.org.br e isabel.paula@unesco.org.br

UNODC

Paula Monteiro

Fones: (61) 3204 7218

E-mail: paula.monteiro@unodc.org
 

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