Ministro da Saúde abre VII Congresso Brasileiro de Prevenção às DST e aids
Evento acontece até próximo sábado, dia 28, e oferece diversas atividades
O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, abre nesta quarta-feira (25/6), em Florianópolis (SC), a sétima edição do Congresso Brasileiro de Prevenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids. Maior evento do tipo no país, o congresso reunirá mais de 4 mil pessoas no centro de convenções Centro Sul, até o próximo sábado (28/6). A cerimônia de abertura, marcada para as 19h30, terá a participação do governador do Estado de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, e do prefeito de Florianópolis, Dário Berger.
Também participam o Secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Penna; a secretária de Saúde de Santa Catarina, Carmen Zanotto, representando o Conselho Nacional de Secretários de Saúde; o secretário de Saúde de Florianópolis, João José Cândido da Silva, representando o Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde; o representante da Organização Pan-Americana de Saúde no Brasil, Diego Victoria; e o presidente do Fórum Catarinense de ONG/Aids, Alex Marcelo Amaral.
As discussões do congresso serão orientadas pelo conceito "município-mundo", que vai explorar as diversas dimensões e abordagens entre o local e o global na formulação de respostas à epidemia de aids e outras DST. "Com a descentralização progressiva do SUS e o conseqüente aumento da responsabilidade dos municípios frente à epidemia, a construção da resposta local adquire relevância cada vez maior", avalia o ministro José Gomes Temporão.
Nos últimos anos, o desafio da descentralização da saúde trouxe para as áreas de prevenção e assistência às DST e aids a reflexão sobre a necessidade de se rever processos de gestão, perfis tecnológicos e organização dos serviços de atenção. A partir desse processo, foram intensificadas as demandas das pessoas que vivem com HIV e de segmentos populacionais mais vulneráveis, considerando a relação entre os conceitos básicos do Sistema Único de Saúde (SUS) - universalidade, integralidade e eqüidade.
Atividades - Promovido pelos governos federal, estadual e municipal, o evento terá uma vasta programação científicas, em conferências, mesas-redondas, oficinas, comunicações coordenadas, fóruns e cursos. Participam do congresso gestores, profissionais de saúde, pesquisadores, acadêmicos e representantes da sociedade civil.
Pela primeira vez, uma edição do congresso terá uma exposição literária, sobre a obra do escritor Caio Fernando Abreu, morto em 1996, vítima da aids. Outra novidade é o Prêmio Município-Mundo de Fotografia, que selecionou três finalistas - o vencedor será conhecido na solenidade de encerramento. Teatro, cinema, música, folclore e desfiles de moda completam a programação cultural.
Para a diretora do Programa Nacional de DST e Aids, Mariângela Simão, o Congresso será um espaço importante para refletir sobre os rumos do campo da prevenção e reafirmar a política brasileira de prevenção, que não se fundamenta em preceitos morais ou religiosos, mas em evidências científicas e no respeito às individualidades e à diversidade.
Segundo Mariângela, essas análises são fundamentais para compreender e transformar os contextos de risco e vulnerabilidade das pessoas. "Hoje, percebe-se, em todo o mundo, uma intensificação de tendências conservadoras, em detrimento de uma abordagem mais integral. Isso, por vezes, pós-exposição, na circuncisão e na abstinência e fidelidade são inconsistentes, do ponto de vista operacional e programático da saúde pública". (Fonte: Assessoria de Comunicação do Programa Nacional de DST e Aids)
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