Seminário discute defesa do Patrimônio Cultural Imaterial na América Latina
Paraty, RJ - A UNESCO no Brasil realiza entre os dias 28/06/2004 a 30/06/2004, o I Seminário Regional para a América Latina sobre a Convenção da UNESCO para a Proteção do Patrimônio Cultural Imaterial. O encontro, que reúne importantes especialistas internacionais sobre o tema e representantes dos governos dos países latino-americanos, tem o objetivo de estimular a adesão desses países à Convenção e traçar um panorama do patrimônio cultural imaterial na região.
A Convenção da UNESCO para a Proteção do Patrimônio Cultural Imaterial prevê a salvaguarda de espaços e formas de expressão cuja existência esteja ameaçada, com ênfase nas tradições, no folclore, nas línguas, nas festas e em diversos outros aspectos e manifestações. O encontro, realizado por orientação da Sessão do Patrimônio Cultural Imaterial da sede da UNESCO, em Paris, prevê a realização de palestras sobre a Convenção e sobre a Proclamação de Obras Primas do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade, além de depoimentos de cada um dos representantes dos países latino-americanos sobre o estágio e as políticas relacionadas ao patrimônio imaterial em seus países.
Participam do seminário, entre outros especialistas, o Chefe da Sessão do Patrimônio Imaterial da Divisão do Patrimônio Cultural d a UNESCO em Paris, Rieks Smeets; o Chefe da Seção de Normas Internacionais da mesma Divisão, Guido Carducci; ex-Ministro da Cultura da Colômbia, Juan Luis Mejia, e o Presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Antonio Augusto Arantes. Ao fim do evento, os participantes divulgarão Relatório com recomendações aos países latino-americanos sobre o tema.
No Brasil, a s expressões orais e gráficas dos índios Wajãpi, do Amapá, foram reconhecidas, no ano passado, como uma das 28 Obras Primas do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade. Os "kusiwa", ornamentos criados pelos Wajãpi à base de tintas vegetais, e a linguagem própria desenvolvida pelos índios, com cerca de 580 elementos, contaram a favor da decisão.

