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Pesquisa avalia o Programa Escola da Família

São Paulo, SP - O Programa Escola da Família, lançado em agosto de 2003 pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo em parceria com a UNESCO no Brasil vem apresentado resultados bastante satisfatórios. É o que mostra uma pesquisa realizada recentemente para avaliar o Programa que, em 2003, atendeu mais de 10 milhões de pessoas - a meta para este ano é aumentar a freqüência em 50%. No Estado de São Paulo são 5.306 escolas da rede estadual que ficam abertas nos finais de semana para receber alunos, pais e a comunidade, oferecendo atividades esportivas e cursos gratuitos nas áreas de cultura, saúde e qualificação para o trabalho.

Dos 23 itens avaliados, 10 foram considerados ótimos e 13 bons. Pela média ponderada, nenhum obteve nota regular, ruim ou péssima (ver tabela abaixo). Avaliou-se desde o nível de atendimento, equipamentos, dos profissionais que trabalham no programa e das atividades, até o impacto nas pessoas envolvidas e na comunidade. A pesquisa foi concluída em dezembro pelo Grupo de Pesquisa Informática Aplicada à Gestão Educacional (IAGE), da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp), de Araraquara (SP).

Segundo o Secretário de Estado da Educação, Gabriel Chalita, "os resultados indicam que o programa deve ser mantido e aprimorado e que atende as necessidades e expectativas da comunidade, além de cumprir finalidades educacionais e culturais importantes".

"O objetivo principal do programa vem sendo alcançado", afirma o Representante da UNESCO no Brasil, Jorge Werthein. "O de transformar, principalmente para as parcelas mais carentes, espaços e equipamentos ociosos, em possibilidades de acesso a serviços, relações e informações imprescindíveis para a consolidação da cidadania."

Foram entrevistadas, no total, 31.811 pessoas, entre coordenadores de área, diretores e vice-diretores de escola, coordenadores pedagógicos, educadores profissionais, universitários e alunos, que responderam questionários pela Internet e em entrevistas pessoais. Segundo os entrevistados, são vários os aspectos positivos do projeto: 20,4% acreditam que as atividades e cursos propostos e oferecidos no programa são interessantes e adequados e 13,5% acreditam que as atividades proporcionam novas oportunidades profissionais e culturais. A abertura da escola nos finais de semana foi considerada por 14,9% dos participantes como importante, contribuindo para a valorização da escola (12,2%). O Programa também é elogiado por oferecer condições de melhoria no relacionamento entre as pessoas (14,5%), por promover a cidadania (7,4%) e por possibilitar o aprimoramento e crescimento humano. Dos entrevistados, 9,1% elogiaram o empenho das pessoas envolvidas no Programa.

Confirmando a principal dificuldade encontrada pelos participantes - 32,8% apontaram a necessidade de verbas para a compra de materiais - a Secretaria de Educação já disponibilizou, em dezembro, para cada escola participante, R$ 4.000,00 para a compra de materiais de limpeza, esportivos e culturais, valor que será reforçado a cada seis meses. Em 2003, R$ 60 milhões foram investidos no Programa. Para 2004, a previsão orçamentária é de R$ 184 milhões.

São várias as sugestões apontadas pela pesquisa. Para 14,2% a maior divulgação do projeto e a realização de parcerias poderiam proporcionar uma maior participação da comunidade. Outra recomendação é ter mais pessoal envolvido no Programa (educadores, voluntários - 11,9%). Para 10,6% é necessário diversificar as atividades. Também apontam a necessidade de manutenção e melhoria nas instalações escolares (9,6%) e de a escola fornecer alimentação e transporte (8,6%).

RESUMO DA PESQUISA

FATORES AVALIADOS COMO "ÓTIMO" - (média ponderada IDF - ótimo: de 0,84 a 1,00)

  • Educadores Profissionais: 0,91 *
  • Atendimento na escola durante o programa: 0,88
  • Programa como um todo: 0,88
  • Coordenação do programa na escola: 0,87
  • Atividades esportivas: 0,86
  • Impactos na imagem da escola: 0,86
  • Interação com outras pessoas: 0,86
  • Voluntários: 0,85
  • Educadores universitários: 0,84
  • Possibilidade de atividades diferenciadas: 0,84 **

OBS:
* percentualmente, 62,3% dos entrevistados consideraram o item "educadores profissionais" ótimo; 33,5% bom; 3,3% regular; 0,6% ruim e apenas 0,3% péssimo
** percentualmente, 33,9% dos entrevistados consideraram o item "possibilidade de atividades diferenciadas" ótimo; 52,6% bom; 11,5% regular; 1,5% ruim e apenas 0,4% péssimo

FATORES AVALIADOS COMO "BOM" (média ponderada IDF - bom: de 0,68 a 0,84)

  • Informações recebidas sobre o programa: 0,83 *
  • Alunos: 0,83
  • Impacto na imagem da Secretaria de Educação do Estado: 0,83
  • Presença dos conceitos que fundamentam o programa durante o final de semana: 0,83
  • Pessoal de apoio na escola: 0,82
  • Atividades artísticas e culturais: 0,81
  • Disponibilização da escola como equipamento de cultura: 0,81
  • Instalações da escola: 0,80
  • Preparação para o trabalho: 0,78
  • Pessoas da comunidade: 0,78
  • Ex-alunos: 0,77
  • Atividades voltadas à saúde: 0,71
  • Equipamentos e materiais disponíveis para as atividades do programa: 0,69 **

OBS:
* percentualmente, 31,2% dos entrevistados consideraram o item "informações recebidas sobre o programa" ótimo; 54,5% bom; 12,2% regular; 1,6% ruim e apenas 0,4% péssimo
** percentualmente, 13,3% dos entrevistados consideraram o item "equipamentos e materiais disponíveis para as atividades" ótimo; 36,7% bom; 34,7% regular; 10,7% ruim e 4,6% péssimo.

ELOGIOS

  • Atividades e cursos propostos e oferecidos são interessantes e adequados;
  • Atividades proporcionam novas oportunidades profissionais e culturais;
  • Programa contribui para a valorização da escola;
  • Escola da Família promove a cidadania.

SUGESTÕES

  • Destinar mais recursos para o programa;
  • Promover maior divulgação;
  • Buscar mais parcerias;
  • Diversificar ainda mais as atividades.


ESCOLA DA FAMÍLIA

O Programa Escola da Família, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo em parceria com a UNESCO no Brasil (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), Instituto Ayrton Senna e Instituto Faça Parte, foi lançado em 23 de agosto de 2003.

Ao transformar as escolas em centros de convivência, o Programa pretende aproximar comunidade e escola, pais e filhos, alunos e professores. Abrindo aos finais de semana, a escola passa a fazer parte da vida da comunidade local, o que contribui para a redução dos índices de violência no entorno escolar.

As atividades são bastante variadas. Incluem futebol, vôlei, artes marciais, atletismo, ginástica, música, canto, teatro, artes plásticas, danças clássicas e populares, exibição de vídeos, palestras de saúde, cursos de idiomas, de informática, de culinária, de pintura etc.

A Escola da Família conta com várias parcerias e mais de 26 mil profissionais envolvidos. O Fundo Social de Solidariedade distribuiu para as escolas estaduais cerca de 500 kits das Padarias Artesanais, proporcionando opções de geração de renda para a comunidade. A Secretaria de Saúde participou com o lançamento da Cartilha da Dengue. A Secretaria de Ciência e Tecnologia, através do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, ofereceu 15 tipos diferentes de cursos em 50 escolas. Além disso, 260 arte-educadores da Secretaria de Cultura desenvolveram oficinas que favorecem as relações pessoais e a auto-estima. A NET também fechou recentemente uma parceria com o programa, disponibilizando para as escolas participantes pontos de TV a cabo que serão utilizados como recurso de ensino nas salas de aula - até o final do ano serão instalados mais de 100 novos pontos que se somam aos cerca de 400 já existentes na rede pública.

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