Documento reivindica maior integração entre Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia
Um documento reivindicando maior integração entre os ministérios de Ciência e Tecnologia e de Educação e a iniciativa privada, para a elaboração de políticas públicas integradas de Educação, Ciência e Tecnologia no Brasil, foi apresentado hoje por especialistas em educação da Finlândia, Argentina, México, Espanha, Reino Unido e Brasil. A proposta foi divulgada no encerramento do Seminário Internacional Ciência de Qualidade para Todos, promovido pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em parceria com os Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência e Tecnologia (MCT).
"Se nós tratarmos a ciência de forma integrada, teremos muito mais sucesso e condição para instituir políticas públicas. Essa integração é uma chave crucial e estamos dispostos a estimulá-la e promover uma educação em ciência de qualidade", afirmou o secretário-executivo do MCT, Luiz Fernandes. Ele anunciou hoje os esforços do MCT para criar uma rede de alta circulação de dados, já no ano que vem, que possa integrar nacionalmente o sistema brasileiro de ciência e tecnologia.
O documento também propõe a revisão dos modelos de formação de professores de ciência no Brasil e a necessidade de se criar uma "vivência crítica" do ensino de ciências desde o ensino fundamental. Além disso, a inserção do tema na mídia e uma maior socialização de resultados das pesquisas cientificas no país são tidos como imprescindíveis para o sucesso das políticas de educação para a ciência no Brasil.
O documento será entregue a formuladores de políticas públicas do setor. "Nós precisamos criar na sociedade esse sentimento de urgência pela necessidade da ciência para o desenvolvimento", afirmou o Assessor Especial da UNESCO no Brasil, Célio da Cunha. O Seminário, que contou com a organização da UNESCO no Brasil e dos escritórios regionais de Educação e de Ciência da UNESCO para a América Latina e o Caribe (OREALC e ORCYT), foi patrocinado pelo Instituto Sangari, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Conselho Britânico e Embaixada da Finlândia.

