Educação na América Latina é tema de livro
Brasília, DF - A UNESCO no Brasil lança nesta quarta-feira (03/03/2004), às 10h30, no auditório da CNI, em Brasília, o livro A educação na América Latina está preparando sua força de trabalho para as economias do século XXI? Escrita pelo professor da Universidade de Stanford (Califórnia, EUA), Martin Carnoy, um dos mais importantes especialistas em educação e economia do mundo. A publicação discute como o sistema educacional da América Latina e no Caribe se insere na nova sociedade da informação e aponta o papel central desempenhado pelo conhecimento e pela pesquisa e desenvolvimento nesse cenário. Segundo o autor, "à medida que as economias nacionais se integram na nova economia da informação suas necessidades de mão-de-obra mudam.
O processo de industrialização continua, mas passa a depender, cada vez mais, do desenvolvimento de uma infra-estrutura mais sofisticada, baseada na informação". De acordo com Carnoy, os países da América Latina e Caribe têm feito investimentos substanciais em educação para se transformarem em participantes mais competitivos na nova economia da informação. Antes disso, entretanto, o autor aponta alguns desafios a serem superados. Um deles é que a região ainda está atrás da Ásia em relação à média de anos de escolaridade da força de trabalho mais jovem e que na maioria dos países latino-americanos a expansão da universidade depende excessivamente de recursos públicos.
Entre as soluções apontadas por ele está aumentar o tempo que os jovens passam na escola e criar bons programas voltados para os estudantes de primeiro ano na universidade para compensar o desempenho relativamente baixo na educação fundamental e média. Além disso, o autor chama atenção para a necessidade de se estabelecer um vínculo mais forte entre a indústria, as universidades e os centros de pesquisa. Reforma universitária é um dos tópicos do livro. "Os governos da América Latina e Caribe, além de implementar as reformas do ensino superior, que são necessárias para melhorar as taxas de conclusão de curso, precisarão pensar com mais cuidado sobre o modo de transformar as universidades mais importantes de cada país em centros de excelência em pesquisa e em como criar redes envolvendo a investigação básica, a formação em pesquisa nas universidades, os centros de pesquisa e as atividades de pesquisa e inovação realizadas fora das universidades, com financiamento público ou privado", afirma Carnoy.

