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Brasil troca experiência em educação para a ciência com cinco países

Brasília, DF - Especialistas em educação da  Finlândia, Argentina, México, Espanha e Reino Unido debatem, com autoridades brasileiras, as políticas bem-sucedidas de educação para a ciência que consolidaram o ensino científico em seus países. O palco das discussões é o Seminário Internacional Ciência de Qualidade para Todos, promovido pela UNESCO em parceria com  os Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência e Tecnologia (MCT), que começa hoje (29/11/2004) em Brasília, no Carlton Hotel. O evento, que termina no dia 1º de dezembro, oferecerá um espaço de intercâmbio de experiências e reflexão voltado à elaboração de políticas públicas integradas de Educação, Ciência e Tecnologia no Brasil.

O Seminário, que conta com a organização da UNESCO no Brasil e dos escritórios regionais de Educação e de Ciência da UNESCO para a América Latina e o Caribe (OREALC e ORCYT), é patrocinado pelo Instituto Sangari, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Conselho Britânico e Embaixada da Finlândia. Participam da cerimônia de abertura, às 9h, Célio da Cunha, Assessor Especial da UNESCO no Brasil; Ben Sangari, Presidente do Instituto Sangari; Rodrigo Rollemberg, Secretário de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social do MCT; Lúcia Lodi, Diretora do Departamento de Políticas de Ensino da Secretaria de Educação Básica do MEC; Hector Munro, Diretor Adjunto do Conselho Britânico, e Hannu Uusi-Videnoja, Embaixador da Finlândia no Brasil.

Além das apresentações das experiências internacionais, haverá plenárias paralelas, com autoridades brasileiras, sobre políticas públicas relacionadas à ciência nas escolas e em espaços alternativos, formação de professores de ciências, e instrumentos para popularização e difusão da ciência no Brasil. Os participantes também debaterão estratégias e ações integradas de educação para a ciência e políticas de investimento em educação, ciência e tecnologia no País. Ao fim do seminário, será divulgado documento com as principais propostas e conclusões dos participantes.

Para o Representante da UNESCO no Brasil, Jorge Werthein, o Seminário é "uma excelente oportunidade para ressaltar a importância da introdução do ensino de ciências desde o ensino fundamental no Brasil, além de contribuir para a construção das bases de uma política pública voltada para o desenvolvimento da educação em ciências no País".

O Seminário é uma iniciativa no âmbito da Declaração sobre Ciência e o Uso do Conhecimento Científico, conhecida como Declaração de Budapeste, aprovada durante a Conferência Mundial sobre Ciência promovida pela UNESCO e pelo Conselho Internacional de União Científica (ICSU) em Budapeste e Santo Domingo (1999). O documento afirma que a distinção entre pobres (sejam pessoas ou países) e ricos não é somente a posse de bens, mas também a exclusão da criação e dos benefícios do saber científico.

A inscrição é gratuita e poderá ser feita no local do evento de acordo com a disponibilidade de vagas. Mais informações podem ser obtidas no site www.unesco.org.br/cienciaparatodos. O evento tem o apoio da Academia Brasileira de Ciências (ABC); da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (ABCMC); do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); do Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED); do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB), do Senado, por meio da Comissão de Educação e da Subcomissão Permanente de Ciência e Tecnologia, e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME).

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