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Pronunciamento: "Telecongresso Internacional sobre Educação de Jovens e Adultos" - Brasília 20 de Novembro de 2001

Brasília-DF, 20 de novembro de 2001

Foi com o lançamento do Relatório Mundial de Educação intitulado Aprender a Ser, na Década de 1970, coordenado por Edgar Faure, que a idéia de educação permanente começou a ganhar força nas políticas educativas. A partir de então, a UNESCO em seu diálogo com os países passou a insistir na necessidade de pensar políticas de educação que contemplassem uma educação ao longo de toda a vida. Os estudos e reflexões sobre os fundamentos biológicos e sociais da trajetória de vida de uma pessoa indicavam que a necessidade de constante aperfeiçoamento, tanto no plano cognitivo, quanto no plano moral e ético.

Nos últimos anos, devido ao impacto da globalização e das mudanças que se seguiram em termos de reestruturação produtiva, a necessidade de educação continuada passou a ser não somente um imperativo de sobrevivência profissional, como também um direito de todas as pessoas. Além disso, a educação continuada tornou-se indispensável para assegurar a inserção das pessoas numa sociedade caracterizada por intensa produção de conhecimentos em escala universal.

A UNESCO em diversas oportunidades tem chamado a atenção para a importância da educação básica e continuada. Isso aconteceu com muita ênfase nas Conferências de Hamburgo sobre educação de adultos e na de Seul sobre o ensino técnico e profissional. A Conferência de Hamburgo ressaltou a educação continuada por toda a vida. Em sociedades baseadas no conhecimento, que estão surgindo em todo o mundo, a educação continuada de jovens e adultos tem-se tornado uma necessidade, tanto nas comunidades como nos locais de trabalho. As novas demandas da sociedade e as expectativas de crescimento profissional requerem durante toda a vida do indivíduo, uma constante atualização de seus conhecimentos e de suas habilidades. Por seu turno, a Conferência de Seul enfatizou que a aprendizagem ao longo da vida é uma viagem a múltiplos caminhos. Os sistemas de educação devem ser abertos e flexíveis para dotar os indivíduos não somente de competências específicas, como também preparar as pessoas para a vida e para o mundo do trabalho.

É nesse contexto que ressalto a importância da ação do SESI e da Confederação Nacional da Indústria na área da educação. O SESI está sabendo compreender o sentido dos novos tempos e se preparando para enfrentar os desafios que estão surgindo. O SESI está sabendo unir pensamento e ação, reflexão e prática. O Telecongresso que se inicia hoje é um exemplo do que acabo de dizer. Trata-se do maior evento de educação de jovens e adultos já realizado no Brasil que coloca em debate diferentes pontos de vista oriundos das diversas unidades da federação e do exterior.

Na sua concepção técnico-científica e política e social, houve a preocupação de explorar tendências e linhas de pensamento diferentes. Vivemos numa época em que é preciso ouvir as pessoas e potencializar a diversidade criadora.

Estou certo de que este Telecongresso promovido em parceria pelo SESI, a UNB e a UNESCO e com o apoio de várias instituições, consolida a posição do SESI como entidade que se insere com competência e mérito no contexto das idéias visando a construção de sociedades mais solidárias e conscientes de seu papel na construção de uma cultura de paz.

 

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