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Pronunciamento: "I Seminário Pensar Brasil - Cenário Global de Desenvolvimento 2022"

Brasília, 6 de abril de 2005.

 

Pensar o Brasil para ano de 2022, quando o país estará comemorando o segundo centenário de sua Independência, constitui um tema instigante e capaz de proporcionar discussões apaixonantes e ricas. Disso decorre a importância desse evento, sobretudo para se analisar e examinar em profundidade, o que foi feito e o que deixou de ser feito nesses 200 anos de Independência;

A partir de um balanço desapaixonado da história do Brasil Independente, poderá ser construída uma agenda para o futuro. Mais do que isso. É preciso que as omissões identificadas passem a constituir uma agenda revigorada do país, de forma a inaugurar o terceiro centenário em bases mais sólidas, realistas e compatíveis com as necessidades do nosso tempo;

Na direção em que procuro movimentar o meu raciocínio, quero levantar nessa oportunidade o tema da educação. O Brasil diferentemente de outros países, iniciou tardiamente o processo de assegurar educação para todas as pessoas. Em decorrência, acumula hoje um enorme déficit que só poderá ser zerado mediante um amplo acordo entre governo e sociedade civil, com vistas a instaurar uma legítima e autêntica política de estado nesse setor;

Trata-se de uma urgência urgentíssima. Não é possível pensar 2022 sem educação e ciência para todas as pessoas. Não que a educação por si só promoverá milagres do dia para a noite. Todavia, no contexto de um cenário global de desenvolvimento, a educação tornou-se a pedra angular. Ela é condição que torna possível vôos mais altos. Foi isso o que fizeram muitos países que hoje desfrutam de condições mais vantajosas do que as nossas;

Assim, para encerrar, quero dizer ainda que o Brasil Independente, que se tornou republicano e foi capaz de grandes conquistas em vários setores, possui condições de repensar sua agenda de desenvolvimento, de forma a dar primazia ao maior bem comum da humanidade, que é a educação.

No Brasil ideal de hoje, e real de amanhã, a educação, a ciência e a tecnologia devem deixar de ser apenas importantes. Devem ser prioritárias.

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