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Financiamento apoiará pesquisas em DST e HIV/Aids
UNESCO e Ministério da Saúde selecionarão projetos voltados a enfrentamento de epidemia
Brasília, 13/7/2009 – Instituições de pesquisa de todo o país contarão com R$ 6,05 milhões para financiamento de pesquisas em HIV/Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. O investimento, fruto de acordo de cooperação técnica entre o Departamento de DST e Aids do Ministério da Saúde e a UNESCO no Brasil, contempla quatro áreas: diagnóstico, monitoramento, assistência e tratamento; clínica-epidemiológica; comportamental; e economia da saúde. A iniciativa visa a aprimorar políticas públicas de enfrentamento da epidemia e a qualificar as ações existentes.
Os projetos candidatos ao financiamento devem ser encaminhados até 17 de agosto. Podem se candidatar instituições de pesquisa e ensino públicas e privadas, ONGs e serviços de saúde. A classificação levará em conta mérito científico, estrutura da proponente e relevância da pesquisa e as entidades têm de entrar com contrapartida de 10% do total a ser recebido – os gastos com pessoal podem comprometer, no máximo, 40% do orçamento final da pesquisa. O resultado da chamada de seleção será publicado em outubro e o repasse de recursos para as organizações científicas começa até o fim do ano.
“Além de qualidade científica, as informações produzidas por essas pesquisas preencherão lacunas importantes no entendimento do quadro epidemiológico do HIV/Aids e das DST e orientarão a tomada de decisão governamental no enfrentamento à epidemia”, explica a responsável da Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Departamento de DST e Aids, Cristina Possas.
As propostas com maior valor previsto na seleção, pertencentes às áreas clínica-epidemiológica e comportamental, receberão R$ 800 mil. As linhas temáticas são voltadas, respectivamente, para estudos sobre o perfil e qualidade de vida de crianças e adolescentes vivendo com HIV/Aids e sobre comportamentos e atitudes nas populações de travestis. Os dois segmentos carecem de dados epidemiológicos e estratégias de inserção socioeconômica. Mais