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Projeto Saúde e Prevenção nas escolas
Em 2003, foi lançado o Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas com o objetivo de reduzir a vulnerabilidade dos jovens e adolescentes às DSTs, à infecção pelo HIV, à aids e à gravidez precoce, como resposta a estudos que mostram a exposição da população com idades entre 13 e 19 anos. A iniciativa trabalha a inclusão, na educação de jovens das escolas públicas, dos temas saúde reprodutiva e sexual - tendo com principais elementos a educação preventiva e a formação de consciência crítica de forma interdisciplinar.
As principais atividades do Projeto são:
- Promoção de submissão voluntária entre os jovens a testes em HIV
- Treinamento de professores e desenvolvimento de conteúdos pedagógicos e metodologias apropriados e efetivos
- Disponibilidade de preservativos nas escolas
- Produção e reprodução de materiais de informativos sobre:
- prevenção do HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis
- ausência escolar por motivo de gravidez,
- discriminação por gênero ou por orientação sexual.
- Integração da saúde pública e serviços de cuidados básicos nas escolas
- Organização do evento nacional anual para promover a conscientização sobre as questões relativas à saúde sexual e reprodutiva entre jovens e intercâmbio de experiências a nível local.
- Identificação de novos parceiros na implementação e gerenciamento do Projeto, além do encorajamento da engajamento de outras escolas e municípios.
O SPE reúne ações que envolvem a participação de adolescentes e jovens (de 13 a 24 anos), professores, diretores de escolas, pais dos alunos, e gestores municipais e estaduais de saúde e educação. O projeto é o resultado de uma inicitiva da UNESCO e do trabalho conjunto entre o Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de DST e Aids, e do Ministério da Educação, com o apoio da UNESCO no Brasil (Organização das Nações Unidas para a Educação e Ciência e a Cultura), do UNICEF no Brasil (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e do UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas).
O Projeto trabalha em mais de 400 municípios de 26 Estados do Brasil. Como resultado do projeto, cerca de 10.000 escolas agora já possuem disponíveis preservativos nas escolas.
Experiências Adquiridas
- O apoio da comunidade local às atividades de prevenção e saúde desenvolvidas pelas escolas é fortalecido quando famílias são envolvidas e compreendem as ações do projeto.
- Através do gerenciamento conjunto dos setores de educação e de saúde, os especialistas das duas áreas distintas conseguem obter maior compreensão das realidades da situação local e, conseqüentemente, a implementação das ações nas escolas é mais efetiva.
- O projeto tem maior impacto quando jovens são incluídos na concepção das políticas que os afetam.
- Para garantir sustentabilidade, a implementação do Projeto nas escolas precisa ser formalmente incluído na política educacional nacional do governo brasileiro.
- Uma pesquisa conduzida pela UNESCO mostrou que 90% dos estudantes, 63% dos pais e responsáveis e 58% dos professores concordam com a disponibilidade de preservativos nas escolas. Leia mais
Documentos:
Censo Escolar 2005 (pdf - 56 p.)
Diretrizes para implementação do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (Série manuais: PN DST-AIDS; 77) (pdf - 325 p.)
Folder SPE (pdf - 2p.)
Folder SPE: atitude para curtir a vida (pdf - 2p.)
Guia para a formação de profissionais de saúde e de educação (pdf - 149 p.)