Histórico
No Brasil, pós-Constituição de 1988, o cenário político-institucional mudou. E, com isso, mudaram também as necessidades e as formas de atuação dos organismos internacionais.
Em sintonia com o mandato da UNESCO e a realidade brasileira, identificaram-se linhas de trabalho que procuram contemplar a complexidade dos desafios voltados para a promoção da eqüidade e da justiça social, desenvolvendo transdisciplinarmente todas as atividades.
A UNESCO acredita que o enfrentamento da pobreza e de suas dramáticas conseqüências é o desafio mais sério da sociedade brasileira. A exclusão social cria um ciclo perverso de reprodução da miséria que termina por criar obstáculos à consolidação da democracia plena e participativa.
O combate à pobreza, em particular, a extrema pobreza, foi o tema eleito pelas Nações Unidas como uma de suas prioridades para os próximos anos.
Por meio de acordos de cooperação técnica com o Governo e as organizações não governamentais (ONGs), a Organização trabalha na implementação de políticas públicas buscando romper com a visão clientelista e paternalista, centrada na caridade e no favor.
Trata-se de revisar o conceito de política pública e concebê-la como direito do cidadão. A idéia é desenvolver ações que estabeleçam novas instâncias de coordenação com os programas existentes e introduzam um novo "mercado" de prestação de serviços sociais onde o Estado não é o único formulador e prestador.




