Rio de Janeiro, 21/10/2008 – Em coquetel realizado nesta segunda-feira, 20, no Palácio Laranjeiras, o governador Sérgio Cabral deu as boas-vindas ao diretor do Centro de Patrimônio Mundial da UNESCO, Francesco Bandarin, e aos demais membros do Comitê de Patrimônio Mundial da Organização que participam, no Rio, de reuniões técnicas com integrantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Os encontros, que se estendem até o dia 24, tratam, entre outros temas, da criação na capital fluminense do Centro de Formação em Patrimônio Cultural para América Latina, Caribe e países de língua portuguesa e espanhola da África e Ásia.
“O Rio é, sem dúvida nenhuma, a cidade que reúne o maior conjunto de patrimônio histórico do Brasil. Trazer para cá um centro de profissionalização será não só importante para a formação de profissionais do Rio, mas também do Brasil, como referência para toda a América Latina”, disse o governador. Também presente no evento, o representante da UNESCO no Brasil, Vincent Defourny, afirmou esperar que o curso se torne um local de referência. “O Rio tem todas as características para ser o lugar deste centro. A UNESCO acredita que a cultura e a educação são ferramentas-chaves para construir a paz, e uma sociedade mais justa”, frisou.
O projeto ainda precisa ser reconhecido pela Conferência Geral da Organização, que acontece em novembro de 2009. O Iphan, entretanto, pretende dar início às atividades do Centro já no segundo semestre do mesmo ano, com pequenos cursos. De acordo com o presidente do instituto, Luis Fernando de Almeida, a UNESCO cumpre, principalmente, o papel de legitimar internacionalmente a iniciativa. Já o Iphan ficará responsável pela administração do Centro de Formação. “É parte da estratégia da UNESCO construir centros regionais no mundo. Ela terá que aprovar o projeto. A administração, a gestão, e o pagamento dos professores serão realizados pelo Ministério da Cultura. Além disso, as bolsas para os alunos que vêm de outros países serão bancadas pelo Ministério das Relações Exteriores e pela Organização”, explicou. Mais